quinta-feira, 26 de maio de 2016

Os melhores ovos mexidos

Ainda que fosse só por esta dica, já teria valido a pena comprar o livro Brunch, da Joana Limão. De facto, estes são os melhores ovos mexidos que já provámos. E o truque é simples: separar as claras das gemas e juntar estas apenas no fim. Assim, consegue-se uns ovos húmidos e cremosos, perfeitos para um pequeno-almoço preguiçoso ou para um jantar leve, quando há pouco tempo ou pouca vontade para a cozinha.



Ingredientes para três:
6 ovos
1 colher de sopa de azeite
sal e pimenta preta a gosto
cebolinho e salsa a gosto

Separar as gemas das claras e reservar as gemas, tapadas. 
Aquecer o azeite numa frigideira. Bater as claras ligeiramente (na receita original, não é pedido, mas pareceu-me melhor) e começar a mexer, envolvendo-as com uma espátula até estarem cozinhadas. Reservar até 5 minutos antes de servir.
No último minuto, juntar as gemas, mexendo, deixando-as ao lume apenas o tempo suficiente para cozerem ligeiramente, mantendo-se húmidas e cremosas. Temperar com sal e pimenta. 
Servir sobre fatias de pão torrado e finalizar com ervas frescas (cebolinho ou salsa, por exemplo).

A foto não é de um pequeno-almoço nem brunch, mas sim de um jantar tardio de domingo, por isso enriqueci o prato com cogumelos salteados.



Continuação de um bom feriado!

sábado, 21 de maio de 2016

"What is a weekend?"

O título deste post é uma das frases mais icónicas da saudosa condessa de Grantham, da não menos saudosa série Downton Abbey. A frase, proferida com o tom de desdém que lhe era habitual, reflete o quão fora da realidade andavam/andam certas classes privilegiadas. Com efeito, para quem vive os dias entre chás com as amigas, passeios pelos jardins e eventos de beneficência, tanto faz ser sábado como segunda-feira. Para os comuns mortais, porém, são dias muito diferentes. 
Não me revejo naquelas pessoas que passam a vida a amaldiçoar a segunda-feira e que passam cinco dias a suspirar pelo fim de semana. Apesar de nem sempre ser fácil passar o dia fora, entregue a tarefas nem sempre aprazíveis, tento tirar o melhor proveito dos dias e não valorizar apenas dois. Mas não posso negar que a tarde de sexta tem um sabor especial. É o princípio de dois dias que se adivinham cheios de momentos bons. Há tempo para tudo, aos fins de semana. Nesta altura do ano, tendo a fechar-me. Quando o cansaço aperta, apetece-me fins de semana a três. Mesmo que nos dediquemos a tarefas distintas. Sentir a presença uns dos outros faz bem. Mesmo que um veja um filme, o outro ande pelo jardim e o outro leia. Estamos em casa, os três. E isso conforta. Cada um entregue aos seus prazeres, sem que o outro interfira. É importante, este espaço.
Ontem de manhã, saí sozinha. Depois das compras de supermercado, passei na feira biológica que está a decorrer na Praia da Vitória. Saí carregada e bem disposta, depois de um café e dois dedos de conversa com a Maria João. Andei entre as bancas e comprei fruta, legumes e ervas aromáticas. 






(A nova imagem da Biofontinhas)


Passei no talho e trouxe um peito de peru inteiro, sem fazer a mínima ideia de como o iria cozinhar. Na cozinha, improvisei. Anotei ingredientes, não fosse a coisa correr bem e querer partilhar a receita convosco. Foi aprovado. Só o Manel não gostou muito, pois ouviu falar em tomate seco, o que foi suficiente para torcer o nariz. Pus a carne no forno, a 170 graus, e deixei cozinhar devagarinho, enquanto lia as minhas revistas. Luxos de fim de semana. What is a weekend, lady Violet? It's happiness!

Peito de peru recheado
com queijo e tomate seco


Ingredientes:
1 peito de peru
1 cebola média
200 g de queijo mozzarella
40 g de tomate seco
2 colheres (de chá) de orégãos
2 colheres (de chá) de paprika fumada (uso esta)
sal e pimenta preta
2 colheres (de sopa de azeite)

Preparação:
Abrir o peito de peru ao meio e temperá-lo com sal e pimenta preta. 
Num robot de cozinha, triturar o queijo e o tomate seco. Temperar com sal, pimenta e os orégãos e barrar o peru com esta pasta. Enrolar o peru, prendendo-o com fio de cozinha, e untá-lo com a paprika, misturada com o azeite.
No fundo de uma assadeira, colocar a cebola, cortada às rodelas, e, sobre esta, o peru. Levar ao forno a 170 graus, cerca de 2 horas. Servir com salada e batatas assadas.



Continuação de bom fim de semana!





terça-feira, 17 de maio de 2016

Terra

Terra lavrada e pintada
Com a ponta da charrua
Tela nua
Colorida.
Onde um gesto compassado,
Sagrado, 
Semeia a vida.

         Miguel Torga


Cheguei há pouco da horta. Andei a regar o que semeei no feriado. Doem-me os músculos das costas e das pernas. Sinto-me como depois de um daqueles treinos intensos, após muito tempo sem fazer exercício. Até a sensação de dever cumprido é semelhante. Estas pausas nas coisas de que gostamos ainda as valorizam mais. Como o primeiro banho de mar, em junho ou julho. Ou a primeira noite de lareira, lá para novembro. Ou o primeiro dia em que, depois de um longo inverno, usamos aquele vestido leve, guardado meses a fio.
Ontem foi feriado nos Açores. Segunda-feira do bodo, dia da nossa autonomia. Houve quem tenha passeado, quem tenha feito piqueniques, quem já tenha ido à praia. Eu fui para a terra. Toda a tarde trabalhei. Lavrei, com o trator do meu pai, que aprendi a usar. Semeei cenouras, manjericão, plantei tomateiros e couves. Em breve haverá courgettes e mais tomateiros, quando os deste canteiro crescerem mais um pouco. Amarelos e roxos, que gosto de cor. Na horta e no prato. 
Ao ver este retângulo de terra escura e fofa, percebo a falta que a minha horta me fez. Sei que já é tarde para sementeiras, mas hei de regar os meus canteiros ao fim do dia. E sei que esses momentos de silêncio, depois de dias cheios e ruidosos, me farão bem. 






Depois desta tarde de primavera, outro sinal de que as estações quentes se aproximam: as refeições improvisadas com os vizinhos do lado. Em menos de um segundo, juntam-se ingredientes e combina-se um jantar. Enquanto, depois daquela tarde na horta, já de banho tomado, descia os três degraus que separam o meu jardim do do meu irmão, carregada com o meu contributo para o jantar, pensava em como aquele trajeto, naquele dia, me estava a saber bem. E em como simbolizava o princípio de mais uma época de verão. Andei pela horta deles, sempre inspiradora. Persegui com a câmara uma abelha que pousava nas flores da salva. No fim, um raminho de flores para a mesa. Isso são as minhas ervas daninhas?, pergunta a minha cunhada. Como ficam bem! A rematar tudo, um jantar saboroso, preparado a várias mãos, já com sabor a verão.







Fica a banda sonora do jantar. E os desejos de continuação de boa semana.



domingo, 8 de maio de 2016

Quadrados de chocolate e banana



Bananas a envelhecer na fruteira é algo comum cá em casa. Numa casa de três, em que apenas dois comem este fruto, é frequente as bananas acabarem com aquele ar acastanhado e doente, impróprias para consumo. 
Sempre que possível, resgato-as e faço um bolo. Estes quadrados, com muito chocolate, ficaram bem fofos e húmidos, como se querem os bolos desta natureza.

Ingredientes:
400 g de açúcar amarelo
245 g de farinha
75 g de cacau 
1 1/2 colher de chá de fermento + a mesma quantidade de bicarbonato
1/2 colher de chá de sal
2 ovos grandes
1 chávena de bananas esmagadas
240 ml de água quente
120 ml de leite
120 ml de óleo (usei de girassol)
1 1/2 colher de chá de extrato de baunilha

Para a cobertura:
200 g de chocolate (com 70% de cacau), partido em pedaços
180 ml de natas
1 colher de sopa de manteiga

Preparação:
Aquecer o forno a 180 graus.
Forrar o fundo de um tabuleiro com 23 X 33 cm com papel vegetal. Untar e enfarinhar os lados.
Numa tigela grande, misturar o açúcar, a farinha, o cacau, o fermento, o bicarbonato e o sal. Reservar.
Noutra tigela,  misturar, com uma vara de arames, os ovos, as bananas esmagadas, a água, o leite, o óleo e o extrato de baunilha. 
Misturar bem, sem bater, os ingredientes secos e os húmidos, colocá-los na forma e leva-los ao forno 35 a 40 minutos (verificar a cozedura com um palito). Deixar o bolo arrefecer e cobri-lo com a ganache:
Levar ao lume, em banho-maria, o chocolate, as natas e a manteiga, mexendo sempre, até obter um creme.
Cobrir o bolo com a ganache e cortá-lo em quadrados. 

Servi-o como sobremesa, acompanhado de uma bola de gelado de baunilha.






(Receita ligeiramente adaptada desta.)

segunda-feira, 25 de abril de 2016

A minha lasanha rápida

Apesar de já terem aparecido por aqui lasanhas mais aprumadas, nem sempre há tempo para esse aprumo que requer paciência e tempo. Se há dias em que apetece fazer a massa em casa, outros há em que temos de arranjar uns atalhos que nos permitam ter comida na mesa a horas. Esta receita é tão simples que a faço mesmo em dias de semana, depois de chegar do trabalho. A base é do mais fácil que há. É a da receita da mãe do Tony Bennett. Há uns anos, comprei este livro em que estrelas da música apresentavam as suas melhores receitas de família. E o Tony Bennett escolheu a lasanha da mamma, filha de emigrantes italianos. O que me cativou logo foi o facto de não se adicionar qualquer tipo de gordura à carne. São os sucos da cebola misturados com os da carne que criam um molho com um sabor muito especial. A estes, junta-se molho de tomate, que até pode ser comprado feito (em dias de mesmo muita pressa, uso q.b. Italiano). Folhas de massa, queijo e béchamel com abundância, e temos na mesa um jantar que arranca sorrisos e huns. Faço-a muitas vezes. E deixo fotografias de dois jantares diferentes, que estavam guardadas, à espera da sua vez.

Lasanha de carne 


Ingredientes para 6-8 pessoas:
1 embalagem de massa para lasanha
500 g de carne de vaca, picada
500 g de carne de porco, picado
2 cebolas médias, picadas

Para o molho de tomate:
1 lata de tomate picado, de 800 g
4 colheres de sopa de azeite
4 dentes de alho, picados
1 colher de chá de açúcar
sal e pimenta a gosto

Para o molho Béchamel:
750 ml de leite
75 g de farinha de trigo
30 g de manteiga
sal, pimenta e noz moscada a gosto

200 g de queijo mozzarella, ralado
orégãos a gosto


Preparação:
Cozer a massa, conforme as instruções da embalagem.
Num tacho largo, colocar as carnes e a cebola, misturadas. Deixar cozinhar, em lume brando, até a carne estar acastanhada e se ter formado algum molho.
Entretanto, tratar do molho de tomate (ou abrir o frasco de q.b. italiano) e do béchamel.
Molho de tomate:
Numa panela, aquecer o azeite e os alhos. Juntar o tomate, o açúcar, o sal e a pimenta. Deixar cozinhar, em lume brando, mexendo de vez em quando, cerca de 15 minutos. Retificar os temperos e reservar.
Molho béchamel:
Derreter a manteiga num tacho. Juntar a farinha e mexer, com uma vara de arames, até esta estar cozida. Misturar o leite, aos poucos, mexendo sempre com a vara de arames, para que não se formem grumos. Temperar com sal, pimenta e noz moscada e continuar a mexer, até obter um creme.

Misturar bem a carne com o molho de tomate. Retificar os temperos e reservar.

Montagem da lasanha:
Untar uma assadeira com um pouco de manteiga. Depois, colocar, por esta ordem, uma concha de carne, uma de molho béchamel e massa. Repetir, pelo menos três vezes. Terminar com uma camada de molho béchamel. Polvilhar com queijo ralado e finalizar com orégãos. 
Levar a lasanha ao forno a 220 graus, coberta com papel de alumínio, cerca de 35-40 minutos. Destapar e deixar dourar, mais 10 a 15 minutos.
Deixar arrefecer. Normalmente, a nossa nunca arrefece muito. Mal sai do forno, os homens da casa começam a rondar e acabo por a cortar sempre muito quente. Mas tentem ser mais pacientes do que nós e esperar alguns minutos antes de lhe enfiar a faca.



A acompanhar a lasanha, Tonny Bennett e Natalie Cole. Uma dupla que se ouve sempre com prazer.


domingo, 17 de abril de 2016

Pão. Pizzas. Azeitonas. E um entardecer bonito.

Pão quente, acabado de sair do forno, manteiga Milhafre a derreter, salpicão fumado e azeitonas. A acompanhar, chá. Há lá lanche melhor! Nem teria sido preciso tanto. O pão, a manteiga e o chá são aquela tríade muito portuguesa. A nossa mesa simples, cheia de sabor. Aquelas coisas que me lembram sempre a minha avó. Não há como comer pão quente com manteiga a derreter sem me lembrar dela, da alegria dela enquanto fazia um bule de chá Gorreana, bem docinho. Agora bebo-o sem açúcar, mas quando o bebia com ela era sempre com uma colherzinha de açúcar. Ou duas, às vezes :)









Ontem foi dia de experimentar o forno a lenha dos meus amigos. Os pequenos dedicavam-se àquela diversão quase extinta que consiste em brincar na terra. Com pás e enxadas, faziam um buraco enorme na terra, que enchiam de água. No fim, calças e botas enlameadas. Mas prefiro vê-los assim do que agarrados a jogos eletrónicos. 



Entretanto, a Maria preparava o pão, tal como aprendeu com a mãe. A minha participação limitou-se a tirar fotografias ao pão acabado de sair do forno e a elogiá-lo, depois de o comer. 






Já na preparação das pizzas do jantar, fiz questão de participar. Estava empolgadíssima para experimentar fazer pizzas à italiana, em forno de lenha. Fizemos umas pesquisas prévias, vimos vídeos no youtube, mas não tínhamos a certeza se conseguiríamos. Tínhamos medo de não sermos capazes de as fazer deslizar da pá. Mas, com a ajuda da farinha de milho, e com a destreza do Duarte, conseguimos. Foi um orgulho, vermos as nossas pizzas sair do forno. 
Quanto às receitas, são as que já apareceram por aqui. A novidade foi mesmo este tempero do forno, que fez toda a diferença.







Deixo a receita das azeitonas que preparei para levar, com exemplares trazidos do Fundão, da frutaria Bento. 

Azeitonas temperadas 
com mel e alecrim



1 chávena de azeitonas (escorridas)
1/4 chávena de azeite
1 colher de sobremesa de mel 
1 haste de alecrim
Piripíri seco a gosto (usei 4)
Flor de sal a gosto

Misturar bem todos os ingredientes, exceto as azeitonas, diluindo bem o mel. Colocar a mistura num frasco, juntamente com as azeitonas, e agitar bem. Servir com pão. De preferência quente, acabado de sair do forno :)




Deixo ainda uma fotografia tirada ontem, antes do jantar.  Um pôr do sol lindíssimo, com São Jorge ao fundo. 



Para despedida, esta Cantiga da Terra, do Zeca Medeiros. Uma boa semana!


terça-feira, 12 de abril de 2016

Na Serra

Vivo numa ilha com 400 quilómetros quadrados, com cerca de 50 000 habitantes, bem no meio do Oceano Atlântico. Há uns meses, quando expliquei a uma colega lituana estas características da minha ilha, ela olhou-me, com ar de pena, e deu-me um abraço de compaixão. Apesar de aquele abraço de piedade ter sido dispensável, percebo que meta dó o nosso isolamento a quem vive em território continental. No entanto, quem sempre viveu rodeada de mar não se sente isolada no meio dele. 
Pensei nisto estas férias. A caminho do Fundão, por estradas de onde não se via mar. Agora menos, mas experimento sempre uma sensação de isolamento quando me afasto do mar. É uma coisa estranha, que não chega a ser medo, nem nada que se assemelhe. Mas é uma sensação de que estou fora do meu lugar. E nem sou daquelas pessoas que passam a vida no mar. Mas gosto de saber que está ali, que o vejo se chegar à janela, que conduzo com ele por companhia. Azul e sereno ou espumoso e zangado. Gosto muito do meu mar e sinto a falta dele quando me afasto. 
Lembro-me bem da primeira vez em que senti a falta do mar, há já muitos anos. Foi em Vila Real, também entre montanhas. Desde então, visitei muitos lugares longe do mar. E, com o tempo, não voltei a ter a sensação. Até agora. O facto de um dos carros onde seguia parte da nossa numerosa família nortenha ter avariado e de termos tido de passar horas à espera que nos fossem buscar não ajudou. Senti-me um bocadinho perdida. Lost in Celorico da Beira! Não falei a ninguém desta minha fraqueza. E até estive bem disposta e não deixei transparecer esta minha fragilidade. Mas fiquei aliviada quando vi o nosso meio de transporte chegar e levar-nos ao nosso destino.

Felizmente, no Fundão, esperava-nos um lugar que afastou qualquer cisma. Cerca Design House, um hotel pequeno e charmoso perfeito para uns dias de descanso. Um antigo solar, muitíssimo bem recuperado, onde alguns elementos originais, entre os quais se destacam as paredes de pedra, se conjugam com uma decoração moderna e elegante. Neste momento, estão a ser construídos bungalows no pomar de cerejeiras, a pensar nas famílias, conforme me explicou a simpática rececionista, com quem fiquei à conversa logo à chegada. A insularidade e a profissão não me permitem voltar a este lugar na época das cerejas, mas adoraria fazê-lo. Valeu o gin destilado a partir deste fruto, produzido na região, que tive o prazer de experimentar. 







Outro lugar especial do Fundão, por razões diferentes do anterior: o restaurante As Tílias. Aqui não é a decoração nem o charme das instalações que fazem querer voltar. É mesmo a comida autêntica e a simpatia dos funcionários, principalmente do senhor Paulo, que a meio do jantar já nos tratava pelo nome. E éramos muitos :) A comida é a típica da zona, muitíssimo bem confecionada, mas é possível encontrar na ementa opções para paladares mais alternativos (a minha cunhada pediu um hambúrger de pastinaca). Eu fui a única a ousar os maranhos, feitos no próprio restaurante, com uma erva aromática chamada serpão, conforme me explicou o senhor Paulo. A rematar, sobremesas caseiras, que toda a gente disse estarem deliciosas. Eu fiquei pelo licor de cereja, também de fabrico próprio. 







A rematar tudo isto, a estreia do meu filho na neve. Apesar das condições não terem sido as melhores (muito frio e vento), estava excitadíssimo e mais feliz do que nunca. E eu, no meio de tantas experiências boas, nem me voltei a lembrar de que estava no meio da serra, bem longe do mar.



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Na casa dos trinta. Casada. Professora. Um filho. Dois gatos. Dois cães.